
A Marvel Studios enfrentou um dos anos mais desafiadores desde o início do seu Universo Cinematográfico em 2008. Apesar do sucesso anterior com um faturamento quase $30 bilhões (pouco mais de R$ 145 bi) mundialmente, a empresa viu uma queda significativa nos lucros de bilheteria em 2023.
Sob a liderança de Kevin Feige, a franquia lançou 33 filmes desde o pioneiro “Homem de Ferro” com Robert Downey Jr. Este ano, no entanto, a Marvel arrecadou apenas $1.51 bilhão em bilheteria, distribuídos em três lançamentos. Este número é o mais baixo desde 2014, representando uma queda significativa em relação aos anos anteriores, especialmente quando ajustado pela inflação.
O único destaque positivo do ano foi “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, classificado como o quarto filme mais rentável de 2023. Outros lançamentos, como “The Marvels” e “Homem Formiga e a Vespa: Quantumania”, figuraram entre os piores desempenhos da história da franquia.
Segundo Alexander Ross, acadêmico de Yale e autor de “The Evolution of Hollywood’s Calculated Blockbuster Films: Blockbusted“, a queda pode ser atribuída à qualidade dos filmes e ao cansaço do público com super-heróis. Ross acrescenta que os estúdios focam excessivamente na lucratividade, negligenciando a inovação e diversidade que o público busca.
Chris “Supafly” Markland, um ávido fã da Marvel, argumenta que a empresa pode ter se sobrecarregado ao planejar um universo cinematográfico tão extenso e complexo. Ele destaca três problemas principais: falta de controle de qualidade, saturação do mercado com conteúdo excessivo e a ausência de um personagem líder forte como foi o Homem de Ferro na Saga do Infinito.
A performance financeira da Marvel nos últimos anos reflete uma combinação de estratégias arriscadas e mudanças nas preferências do público. Enquanto a empresa busca se recuperar, os fãs e críticos aguardam ansiosamente os próximos passos deste gigante do entretenimento.
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